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A BORRACHEIRA E O JACARANDÁ ©

Atualizado: 6 de jun.

Ela é forte, pés enraizados na terra, secular

Ele é frágil, idade incerta, espetacular


Este par improvável, porém, coeso e adorável

Dá sombra ao Palácio de todos nós e a quem desfruta

a calma da sua esplanada

E faz as delicias da muita pequenada

Que por ela trepa e à volta dele corre, endiabrada

Namoram o ano todo, mas é na Primavera

que se exibem sem decoro

Ali, no belo jardim do lado de lá da rua onde eu moro

Tudo porque na Primavera ele se enfeita, descaradamente,

de cachos de flores pintadas de azul e lilás

Só para avaliar o estrago dos ciúmes que lhe faz


São únicos e inconfundíveis e nas redondezas igual não há

A esta Borracheira e a este Jacarandá


A BORRACHEIRA E O JACARANDÁ ©

Helena Cavacas Veríssimo

26 Maio 2024

Fotos: Qta da Piedade, HCV




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