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FASCINAÇÃO ©️

Atualizado: 2 de jul.

No som duma gaivota viajo por instantes e

dentro de mim ecoa, uma e outra vez, o bater

das ondas nos rochedos contíguos à austera

casa de madeira escura, desgastada pela ação

das muitas intempéries que ali viu acontecer.

 

Há uma espécie de nostalgia que me chama

àquele lugar isolado, mágico e misterioso,

banhado por um mar, ora brando, ora revolto,

composição perfeita de água, sal e sol quando

este, por entre as nuvens, se mostra radioso.

 

Ali, no banco da velha varanda, extensão do

vasto areal e das rochas, extensão de mim,

permaneço imóvel, alheada dum tempo que

passa mas não conta, enfeitiçada pelo lamento

das ondas que quebram, num vaivém sem fim.

 

E quando, pela calada, se insinua o vento e nas

águas já se adivinha o seu bradar veemente,

adensa-se a minha fascinação, como se para

entender-te, oh mar, precisasse do teu vigor,

da tua fúria, da força da tua ira eloquente.

 

FASCINAÇÃO ©️ 

Helena Cavacas Veríssimo

01 Julho 2024

 

Arte:  H. Gailey



 

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