Estará a assentar tijolos ou a construir uma catedral ?


" Certo dia, um caminhante deparou-se com dois homens que trabalhavam numa construção. Um tinha um ar cansado e totalmente alheado da tarefa que estava a executar. Com gestos repetitivos, quase mecanizados, ia colocando os tijolos uns sobre os outros, sem demonstrar qualquer interesse no que fazia. A seu lado, o companheiro trabalhava alegremente, de semblante aberto e sorriso nos lábios.

Parecia realmente envolvido na tarefa que tinha em mãos e a forma como colocava os tijolos uns sobre os outros deixava transparecer a sua alegria. O caminhante ficou a observar os dois homens e não conseguiu deixar de os interpelar:

- Bom dia, amigos. O que estão a fazer ?

- Eu ? Eu estou a assentar tijolos, respondeu o de ar abatido.

- Pois eu, meu senhor, eu estou a construir uma catedral, respondeu o de ar jovial "

É uma parábola interessantíssima e tem toda a pertinência transpô-la para o nosso quotidiano, pessoal e profissional.

Quantas vezes nos queixamos de tudo e de todos e arrastamos os dias encostados a sonhos vagos, que não passam do imaginário ?

Quantas vezes trabalhamos de forma robotizada, totalmente desligados do objectivo que deveria estar implícito à tarefa que estamos a executar ?

Quantas vezes nos esquecemos de envolver os colaboradores nos objectivos maiores da empresa, limitando-nos a dar-lhes meras instruções cujo alcance não entendem ?

Quantas vezes damos instruções aos nossos filhos ou alunos, exigindo o cumprimento da tarefa e esquecendo a explicação do objectivo de tal tarefa ?

Quantas vezes temos um sonho mas não conseguimos transformá-lo num objectivo, temporizando a sua execução e definindo um plano de ação para o alcançar ?

Quantas vezes agimos sem rumo e, consequentemente, nos sentimos frustrados, cansados e insatisfeitos com os resultados ?

Fazemos tudo isto muito mais vezes do que pensamos.

Voltando à nossa parábola e ao primeiro trabalhador: - aqui temos um bom exemplo de alguém que trabalha sem rumo, a sua ação não tem subjacente uma visão, um fim maior. Ele não vê ou pode até não ter consciência de que está a construir uma catedral. Limita-se, pois, a agir de forma repetitiva, gerando poucos resultados quer ao nível da sua realização pessoal quer ao nível da sua performance profissional.

Já o segundo trabalhador, ele trabalha com um fim em vista. A sua ação assenta numa visão. Ele está envolvido com o objectivo maior: - ele está a construir uma catedral, tijolo após tijolo. E isto faz toda a diferença sej em contexto pessoal, seja em contexto profissional.

Agir em face de um sonho, de uma visão muito clara, de um plano previamente traçado.

Por isso, defendo que:

- Visão sem ação não passa de um sonho, de uma ilusão;

- Ação sem visão é um mero passatempo;

- Visão com ação pode mudar o Mundo

Será que nos atrevemos a mudar o nosso ?

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