It's your life !

January 16, 2016

 

Este é um post dedicado a todas as mulheres  de 60 que vivem bem nas suas peles.

A mulher de 60 não se revê na etiqueta que teimam em colar-lhe. É uma etiqueta desajustada, old fashion, tem uma carga pesada e irrealista.  

As atuais mulheres de 60, na sua generalidade, abriram caminho no mundo profissional, estudaram, viajaram, conheceram mundo, constituiram família por opção, não constituiram família por opção, escolheram ser mães, escolheram não ser mães, cometeram erros, escolheram viver as suas vidas, tiveram desilusões, choraram, berraram, riram, amaram, cairam, levantaram-se, foram incompreendidas, foram aplaudidas, mas tiveram a coragem de pensar pelas suas próprias cabeças.  

Isso é, talvez, a sua maior conquista.  Pensar pelas suas próprias cabeças.  Continuarem a manter-se curiosas. Terem noção de que precisam de aprender, sempre.  Terem noção de que precisam manter-se atualizadas, ativas, interventivas, obrigando o "sistema" a, ele próprio, virar a página.

Sou, pois, uma sixtyager (as linguas vivas são dinâmicas, certo ?)  aquariana e como é apanágio de quase todos os aquarianos, prezo muito a minha liberdade e assim gostaria de me manter, sempre !  

Ser uma sixtyager comporta, claramente, muitas coisas boas.  As menos boas, que também estão lá, têm um papel importante pois deveriam servir de aprendizagem.  E aprendida a lição, a memória seletiva deveria encarregar-se de as colocar na respetiva gaveta.  Para que não se tornem pesadas na bagagem do dia-a-dia.  Cumprida a sua missão, ficam bem arrumadinhas e sossegadas.

Mas sabem que o mais engraçado é que ser uma sixtyager permite ser protagonista de uma "longa metragem".

Ou, vistas as coisas por oiutro prisma, de várias curtas metragens.  

Que, no mínimo, terão assegurado um espectador:  o seu protagonista.  

Que interesse poderá a tua vida ter para os demais ? Talvez nenhum.   

So what ? O que interessa é que para ti ela deve ter todo o interesse do mundo.  It's YOUR life.  

E se todos nos esforçarmos por projetar na tela uma vida em que, assumidamente, fizemos o melhor que estava ao nosso alcance em cada momento, não teremos problemas de consciência, e os momentos altos compensarão os momentos baixos.

A minha longa metragem inicia-se numa vila do centro do País, e continua em rodagem, por isso todos os dias estou "em personagem", sendo que os vários "takes" têm sido filmados em vários locais e circunstâncias bastante diversas.  

Agradeço por isso, pois não cohabito lá muito bem com a monotonia.

Ao longo desta rodagem tenho feito muitos conhecidos e também bons amigos.  Não muitos, mas bons amigos. Aqueles que dão verdadeiramente o sentido à palavra amizade.

Considero ser um pessoa verdadeira e amiga, por natureza.

Odeio - mesmo - pessoas dissimuladas e cínicas, os chamados maus caráteres. 

Fazem-me urticária e quero-as bem longe de mim.  Não contribuem em nada para a minha felicidade, por isso desejo que sejam muito felizes mas muito longe de mim.  

Manobram normalmente nos bastidores com vista ao governo das suas vidinhas e não têm qualquer tipo de problema em fazè-lo desejando e, por vezes, conseguindo o mal dos outros.  

O tipo de gente que, infelizmente, sempre houve e haverá no Mundo. Mas que, melhor mesmo, é ignorar.  

Ficam sem chão quando não lhes damos importância, o que é um coisa bastante divertida de se observar.  

Gosto de confiar sempre nas pessoas e faço-o até prova em contrario.   Quando existe essa prova, dificilmente dou o benefício do contraditório e retomar a confiança torna-se quase impossível.

Passo uma esponja e a pessoa apaga-se da minha mente e na minha consideração.  

É visceral e talvez isso seja um defeito meu.   

Gosto de estar ocupada e de trabalhar sob stress.  Parece estúpido, mas os momentos de melhor desempenho profissional foram aqueles em que trabalhei em várias frentes e fui chamada a levar a cabo várias tarefas, definindo e priorizando as mais importantes.   Parece-me que isso também é transversal à atual mulher de 60.  Aprenderam a desdobrar-se em várias frenres e o certo é que isso lhes dá satisfação.

Não aceitam, portanto, essa designação de sexagenárias.

Há que inventar novas terminologias.  Por exemplo:

sixtyager - a nova mulher de 60

sixtyhood - idade madura 

sixtyhappiness - paz interior

sixtydreamers - sonhadoras de 60

sixtyagers SPAA - mulheres de 60, sonhadoras, poderosas, ativas e atuais.

etc, etc, etc. 

Parece que todos - cada um e a sociedade em geral -, teriamos a ganhar.

So, dear sixtyagers:

give a warm welcome to your sixtyhood

and take good care of your sixtyhappiness,

and of your sixtydreams.  

Why ?

Just because ... it's YOUR life !

 

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